SLAM

O slam consiste num encontro competitivo de slammers (poetas), com textos de temas livres e uso da voz e do corpo. Nas batalhas de rima, o Slam master (mestra ou mestre de cerimônia) conduz as apresentações.

Essa modalidade de poesia falada surgiu nos Estados Unidos (1980). Tempos depois, em 2008, chegou ao Brasil por meio da artista Roberta Estrela D’Alva, realizadora do ZAP! Slam (Zona Autônoma da Palavra), na cidade de São Paulo.

O slam lembra um sarau poético, mas com alguns diferenciais: apresenta uma poesia autoral de até três minutos decorada ou lida a partir de um suporte; não utiliza objetos e figurinos cênicos; e não possui acompanhamento musical. Entre o slam e as batalhas de rima do rap, existem algumas aproximações, como a competição e o uso do corpo, mas sua principal diferença está no descompromisso com a improvisação.

Nas poetry slam (competições de slam), os textos lidos em três rodadas costumam ser avaliados por um júri formado por convidados e pessoas escolhidas na plateia. 

O julgamento por meio de cinco votos, um dos quais atribuído pelo júri popular, obedece a critérios que variam a cada lugar e evento. Podem ser considerados aspectos como originalidade do tema; habilidade na criação dos versos; conexão entre voz e movimentos do corpo; e empatia com a audiência. Ao final do embate, vence quem obtiver a maior nota. 

Os processos de criação dessa poesia exploram, assim como a batalha de rima do rap, assuntos com teor de denúncia e resistência política. As poesias não podem conter expressões que incitem aspectos como ódio, racismo e intolerância religiosa. 

FONTE: Depoimento dado por Willyane Xavier a Simone Cavalcante em novembro de 2024/ Foto de Samy Dantas.

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