ACADEMIA DE LETRAS

Primeiros membros da Academia Alagoana de Letras

As academias de letras são instituições dedicadas à preservação e à difusão da língua e da literatura nacional, como também das artes e das ciências. É formada por autores e autoras, intelectuais, pesquisadoras e pesquisadores que escrevem livros de literatura e diversas áreas do conhecimento. Ao ingressar na academia, seus membros passam a ser chamados de imortais.  

Essas instituições realizam reuniões periódicas e eventos artístico-culturais. Os eventos abrangem lançamentos de livros, feiras e encontros literários, além de várias atividades de formação e estímulo à iniciação literária. Geralmente, seguem um formato parecido com a Academia Brasileira de Letras (ABL), possuindo 40 ocupantes. Seus membros podem ser efetivos, ocupando um lugar cativo e permanente, ou podem participar de maneira eventual, como correspondentes e como membros beneméritos ou honorários. 

A Academia Alagoana de Letras de Alagoas (AAL) foi criada em 1 de novembro de 1919 e é considerada a segunda academia estadual surgida no país. Sob a presidência de Moreira e Silva, que representava o governador Fernandes Lima, a instituição teve entre seus membros fundadores Jayme de Altavila, Rodrigues de Melo, Jorge de Lima, Povina Cavalcanti, Cipriano Jucá, Guedes de Miranda, Ranulpho Goulart. A ideia de criar a academia de letras ocorreu durante uma noite do ano de 1918, quando se festejava o armistício, a assinatura do acordo formal pelo fim da Primeira Guerra Mundial.

Antes da existência da AAL, uma das primeiras agremiações a se reunirem em Maceió para tratar de assuntos literários foi a Sociedade Literária República Alagoana, fundada em 1910. Além do seu presidente Pedro do Lago, fizeram parte da Sociedade Mario Jucá, Lídio Jucá, Manoel d´Oliveira, João C. Mesquita, Carlos Rubens, Felício Correia e J. Guimarães Filho.

Presentes em várias regiões geográficas de Alagoas, a maioria das academias de letras segue formas pré-definidas de ingresso e permanência de seus membros, realiza atividades muito parecidas e possui uma sede fixa para seus encontros. Pela regularidade de seus ritos, elas costumam ser agremiações pouco abertas a mudanças no seu modo de funcionamento.

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