LIVRARIA FIRMO

A Livraria Firmo, propriedade do tenente e juiz municipal e do comércio, João Firmo Clodoaldo Pires da Cunha, funcionava na Rua do Comércio, n. 45, desde final dos anos 1870. Possivelmente, tenha sido criada em substituição à Livraria Clássica do mesmo dono, que funcionava alguns anos antes. 

O espaço cultural ofertava livros de literatura, religião, direito e medicina, além de materiais de papelaria, desenho e artigos de escritório. O comércio abrangia livros didáticos, religiosos e literários, bem como assinaturas de jornais. Diversos periódicos locais divulgam anúncios das novidades nacionais e estrangeiras mais procuradas.

Os títulos de conhecimentos gerais comercializados pertenciam às áreas de educação, religião e entretenimento, entre os quais: O papa e o concílio, de Janus (pseudônimo); Geografia elementar (1884), de Jerônimo Sodré Pereira; Escola – revista brasileira de educação e ensino; e Os dois mundos – jornal ilustrado para Portugal e Brasil.

As obras literárias buscavam acompanhar as preferências de leitura nacionais e estrangeiras, como Dona branca e Viagens na minha terra, de Garrett; Senhora e Guerra dos Mascates, de José de Alencar; e Biblioteca de algibeira: noites de insônia, de Camillo Castello Branco.

Anos depois, a Livraria Firmo mudou-se para a Rua do Conselheiro Sinimbu, n. 45, sendo gerenciada por Adolpho Guimarães. 

FONTE: Jornais disponíveis na hemeroteca digital de bndigital.bn.gov.br.