LIVRARIA CÂNDIDO

Fundada por Antonio Cândido, a Livraria Cândido foi aberta, pela primeira vez, na Rua 1º de março e depois mudou para os endereços da Rua Nilo Peçanha, n. 327, e Rua Moreira Lima, no Centro de Maceió. Acredita-se que tenha funcionado dos anos 1930 até 1950.

A livraria promovia a circulação de obras nacionais e estrangeiras. Era também uma apoiadora da Biblioteca Municipal de Maceió, colaborando com a doação de livros como Victoria, de Knut Hamsun, Rosa de Nuremberg, de Hoffmann e O acendedor de lampiões, de Povina Cavalcanti.

Numa crônica escrita pelo jornalista Arnoldo Jambo, o “velho Cândido”, como era conhecido, é descrito como um livreiro que idolatrava os livros. Algumas vezes, sua paixão dificultava até mesmo o processo de venda ao demonstrar pouco interesse em localizar a obra solicitada pelo cliente. Algumas pistas desse mesmo texto levam à suposição de que a livraria comercializava livros novos e usados: 

"E tudo era livros, ali, enfim. Velhos, novos, bons, ruins, péssimos, bem conservados e caindo os pedaços… Misturados uns com os outros, sem lugares certos; às vezes encontradiços, outras vezes difíceis de ser localizados… Isso exatamente… A um mergulho entre aquelas quatro paredes recendendo a bolor e a papel velho, procedia uma sensação esquisita de encontrar raridades, edições esgotadas, livros esquecidos mas capazes ainda de redescobrir gostos e avivar curiosidades". 

Com essa descrição, supõe-se que a livraria, na verdade, pode ter sido um dos primeiros sebos do Estado.    

FONTE: Recorte de jornal extraído da Gazeta de Alagoas, Maceió, 13 de agosto de 1936, disponível na hemeroteca digital: bndigital.bn.gov.br./ Crônica A “Cândido”, do livro Um tempo de Maceió, de Arnoldo Jambo. Maceió: Edições Catavento, 1998.