EDUFAL

Criada em 1983, a Edufal foi a primeira editora a ocupar a parte alta da cidade, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió. Ligada à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), sua presença veio fortalecer a missão da instituição de ser um centro de irradiação de saberes e conhecimentos. 

Nessa trajetória, a direção da editora foi conduzida por professoras e professores do quadro de servidores da universidade, a maioria deles atuantes em cursos da área de Ciências Humanas. 

Ligados ao campus Maceió, passaram pela gestão Eduardo Magalhães (1983-1994), Leda Almeida (1995-1998), Eraldo Ferraz (1999-2003), Sheila Diab Maluf (2003-2012), Maria Stela Torres Barros Lameiras (2012-2015), Osvaldo Batista Acioly Maciel (2016-2018), Lídia Maria Marinho da Pureza Ramires (2018-2019), Elvira Barreto (2019-2020) e Elder Patrick Maia Alves (2020-2021). O primeiro gestor vindo de um campus fora de sede foi José Ivamilson Silva Barbalho (2021-2024), professor do Campus do Sertão. A partir de 2024, retorna ao cargo o professor Eraldo Ferraz.

Desde a década de 1970, a universidade, por meio de sua Imprensa Universitária, já abraçava a tarefa de imprimir livros teóricos e de temas culturais. Com o aparecimento da editora, os processos de seleção de textos organizam-se a partir de uma linha editorial, com métodos e critérios de acesso pré-definidos. 

A Edufal iniciou suas atividades lançando obras acadêmicas, além de ficção, poesia e teatro. Nas primeiras edições de seu catálogo, encontram-se também textos de iniciação teórica criados por estudantes e professores, publicados na Série Apontamentos, e parcerias com a Universidade Federal de Pernambuco. Os lançamentos costumavam ocorrer na sede da sua livraria, no Espaço Cultural Salomão de Barros Lima e em auditórios de Maceió. 

Com o passar do tempo, sua linha editorial ficou restrita à edição de obras científicas e de livros teóricos de autores alagoanos de referência em diferentes campos de estudo. A principal forma de acesso hoje se dá por meio de editais públicos anuais. Alguns dos textos publicados integram a Coleção Nordestina ou resultam de parcerias com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a Editora da Universidade Estadual de Alagoas (Eduneal) e a Imprensa Oficial Graciliano Ramos. 

Em diferentes situações, a Edufal demarcou seu pioneirismo. Em Alagoas, foi a primeira editora acadêmica e a primeira editora local a comercializar livros em âmbito regional. A partir de 2005, deu o primeiro passo no desenvolvimento do comércio eletrônico de livros e na produção de livros digitais (ebooks). Destaca-se no plano nacional como a editora universitária pioneira na produção de livros em Braille, alcançando vinte títulos publicados.

Os mais de mil títulos integrantes de seu catálogo circulam em livrarias físicas, na sua loja virtual e em programações culturais no Brasil e no exterior. A editora também vem organizando seus próprios eventos, a exemplo do Salão do Livro e da Arte que teve mais de uma edição. 

As principais atividades realizadas são os lançamentos individuais e coletivos, o Feirão de livros, a Primavera Literária e a Bienal Internacional do Livro de Alagoas, seu evento de maior porte. Desde a realização da primeira edição da Bienal do livro, em 1998, a Edufal continua sendo a única universidade pública do país a organizar um evento nesse formato. 

Com mais de dez edições, a Bienal consolidou-se como o maior evento cultural de Alagoas, pelo potencial de agregar autores, editoras, livrarias e leitores num espaço intenso de diálogos e intercâmbios; pela quantidade ofertada de atividades literárias e artísticas-culturais gratuitas; e pela capacidade de atração de público, que ultrapassa mais de 400 mil visitantes nos seus dez dias de duração. 

www.edufal.com.br/

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FONTE: Informações do site da Edufal/ Materiais do acervo de Simone Cavalcante/ Crédito da foto (Bienal): Renner Boldrino.