EDITORA DA LIVRARIA MACHADO

A Livraria Machado funcionava, desde os anos 1920, na Rua Sá & Albuquerque, 644 em Jaraguá, com os serviços de editora, livraria e tipografia. Era dirigida por Luiz Lavènere (Foto), um profissional múltiplo que atuava como escritor, fotógrafo, jornalista, musicólogo, professor, além de ter ocupado os cargos de deputado estadual e vereador. 

Da prensa tipográfica da Livraria Machado saíam publicações de livro, assim como cartões-postais e impressos de demandas administrativas. Essas produções eram comercializadas na sua própria livraria e divulgadas por meio de reclames (propagandas antigas) e de artigos e matérias de jornais de Alagoas e Pernambuco.  

Foi a primeira tipografia de Maceió a atuar com a fotogravura e a utilizar os clichês de zinco nas suas oficinas. Com a facilidade de preparar totalmente a técnica da fotogravura em Maceió, Lavènere encontrou os meios ideias para editar e lançar projetos originais, em 1920, como o periódico semanal A conquista e uma série de cartões-postais de paisagens e localidades de Alagoas, com fotografias de sua autoria. 

Nas áreas de literatura e conhecimento gerais, Lavènere escreveu e editou seus próprios livros, como a novela Zefinha (1921), além de lançar no meio editorial os trabalhos de vários escritores locais.   

Na área de música, ele editou e lançou peças musicais de Aristóbulo Cardoso: a valsa serenata Sonhos de primavera (1935), com letra de autoria de Wandeck de Lemos, e a marcha carnavalesca Tentação, com letra de Durval de Mendonça, premiada em segundo lugar no concurso do jornal Gazeta de Alagoas. 

No segmento de livraria, os serviços oferecidos pela empresa incluíam, além da venda de livros e almanaques, a comercialização de artigos de papelaria e fotografia, encadernação de obras e materiais diversos na área de música. 

Como a maioria das livrarias do seu tempo, também vendia assinatura de jornais e revistas, editadas, no Rio de Janeiro. Entre essas publicações estava o jornal A pátria e Sintonia, uma revista, dirigida pelo jornalista carioca Gilberto Andrade, voltada à crítica, informação e comentário sobre os bastidores do rádio e de seus artistas e programas. 

FONTES: Jornais antigos disponíveis em bndigital.bn.gov.br/ Revista do Arquivo Público de Alagoas /Fon Fon, 24 de abril de 1920.