Walfredo Luz

Walfredo Luz

Maceió, AL (1963)

BIO

Poeta, escritor de texto de teatro e atuante na música, especialmente como instrumentista de pandeiro. Sua obra já circulou em escolas e feiras literárias, como Feira Internacional Literária de Paraty (2017), Colégio Estadual Margarez Maria Santos Lacet (2017) e Colégio Estadual Guiomar de Almeida (2017) e Escola Estadual Professor Afrânio Lages (2018). A trilogia poética Sonetos de sururu foi lançada no Complexo Cultural Teatro Deodoro.

ESCRITOS

TEATRO

Fulniô e De cachimbo Caído (2017). 

POESIA

Trilogia poética sonetos de sururu: holocausto Mundaú, Queixume, Sóis de brancas trevas (2018).

CÉU

Telescópio sem lente é puro exagero.

Não para mim que sou mensageiro.

Espaço celeste repleto de anjos,

Que vingam a derrota dos justos amantes.

Tormentos e fúria no espaço aéreo.

Grutas profundas escondem o inferno.

Armadilha canalha para os incautos, 

bradam mentiras por cantos e lados.

Minha voz se afasta dos vis marcianos.

Línguas distintas não fazem a vez.

Batalha começa com incrível topada.

Armaduras aladas ao topo real,

espanam dejetos espalhados ao léu.

Não foi dessa vez, o azul pereceu.

LABIRINTOS

Perdido em túneis escabrosos.

Óleo pegajoso unta minha pele.

Derme que queima ao toque no muro, 

revestido com espinhos cruéis venenosos.

Carne assustada pelos males viscosos, 

girando em anéis de escura perdição.

Cuspe açucarado um tanto bem azedo,

fita fina luz que enfim não nasceu.

Sigo caminhando pelo orifício imoral,

tento abarcar ideais prazerosos

para converter em falácias de breu.

Sugando o ar em plena atmosfera, 

abafada pelos gritos de horror sepulcral.

Ao final, suspirei no fundo abismo.