Magno Almeida

Magno Almeida

Maceió, AL (1988)

BIO

É poeta e professor. Mestre e Doutorando em Estudos Literários (PPGLL/Ufal) e graduado em Letras Língua Portuguesa (Ufal), tem atuado como professor de Literatura na rede particular de ensino de Maceió-AL. Membro dos grupos Filomove (PPFIL/Ufal) e Poéticas Interartes (PPGLL/Ufal/CNPq). Entre as atividades que participou como ministrante e palestrante, estão: o minicurso O poema do desejo ou o desejo do poema? (2020), premiado pela Aldir Blanc; a mesa redonda Poéticas, memória e resistência; o estudo Hilda Hilst e a poética do desejo: um panorama e a palestra Com quantos poemas se faz um corpo? na Jornada Antirracista da Ufal (2023). Publicou um estudo sobre Roberto Piva no livro LGBTQIAPN+: Entrelaçamentos (2024). Vencedor, em 2021, do Concurso de Poesia no Colóquio Literatura & Utopia (FALE – Ufal). Seus livros Pelos poros e pequenos apelos e Composição para além-vértebras foram premiados pelo PICL – Programa de Incentivo à Cultura Literária.

ESCRITOS

POESIA

Pelos poros e pequenos apelos (2015); 

Composição para além-vértebras (2016); 

Simultâneos pulsando: uma antologia fescenina da poesia brasileira contemporânea (2018); 

QUEBRA: poesia negra contemporânea em MCZ (2021).

Flores que desabrocham em abril (homenagem a Mateus Aleluia)

Papoula Africantropus gipsófila genoma bigbang pedra filosofal gladíolo cria de rainhas Sédar Senghor camélia meus tios no topo de Palmares minha avó o olhar de ódio sentada na cadeira atravessada pelo sol no meio da sala o menino preto triturando goiabas brancas instinto manifesto do corpo: a fúria da floresta que grita o som do pássaro arma do pássaro vivo do antipássaro quem fui quem sou quem serei: ergo-me animal a floração do cacto que pende para a chuva se eu me sinto eu sou.

Poemas I: Traços da religião

caso nomeasse

mar

todas as palavras suspensas

pelo vento

nada mais restaria

além do povoamento das 

conchas

o significado encharcado do

tempo

caso nomeasse liberdade

vastidão

todas as palavras segredadas

faria dos olhos fontes

para novas substânciasque dizem sim.