Gabriela Hollanda

Gabriela Hollanda

Maceió - AL (1994)

BIO

Escritora, pesquisadora, preparadora e revisora nas áreas editorial e acadêmica. Publicou seu primeiro livro, Monocromático, em 2015, por meio do edital da Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Foi agraciada com o prêmio de melhor conto promovido pelo PET-Letras (Ufal), com o conto intitulado "Tomate em pé de maçã" (2016). Manteve o blog Macondo alagoana, onde divulgava crônicas, suas e de outros alagoanos, por um ano. Hoje faz doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (PósLit - UFMG); participa do grupo de pesquisa SAL (Sobre alimentação e literatura) e do clube de leitura Comer Palavra; e trabalha no projeto literário Os cadernos de receitas da minha avó.

ESCRITOS

CRÔNICA

Monocromático (2015). 

CONTO

Cartas maiores ( 2017, participação com dois contos)

(sem título)

Eu rabisco as margens

revelando a água torrencial que trago dentro

Eu não ultrapasso as bordas da loucura

a habito.

(sem título)

Talvez não existam histórias que já não foram contadas, perspectivas inéditas, gritos inaugurais. Uma vez uma amiga me disse que uma professora tinha dito a ela que alguém em algum momento da vida dela tinha lhe contado que a gente precisa mijar nas piscinas não mijadas. Como animais, marcar um território sem dono. Talvez todas as piscinas já estejam mijadas e os territórios todos donimados. Talvez nada que possa ser dito já não tenha sido dito um milhão de vezes por um milhão de pessoas. Nosso alento é aproveitar a água quente da piscina de mijo alheio. Eu não estou aqui para inaugurar nada, nada tem de especial ou inédito esta fluente de mijo. Na verdade, na verdade, sempre me perguntei pra quê, me pergunto agora, inclusive: pra quê pra quê pra quê pra quê pra quê [...].