Eduardo Proffa

Eduardo Proffa

São Paulo, SP (1965)

BIO

Poeta, professor e músico. Seu nome de batismo é Eduardo Souza Oliveira. Aos cinco anos de idade, passou a residir em Maceió, no bairro do Pinheiro. Estudou nas escolas estaduais Professor Sebastião da Hora e Princesa Isabel (CEPA) e fez os cursos de Edificações na ETFAL (Escola Técnica Federal de Alagoas) e de NPOR (Núcleo Preparatório de Oficiais da Reserva) do Exército. Formado em Educação Física pela Ufal, especializou-se em handebol. Ensina Educação Física na Escola Estadual Margarez Lacet e no Colégio Marista de Maceió. Participou de diversas antologias literárias, sendo a primeira a Antologia Poética da ETFAL, com o poema "Por que tem que ser?" (1981). Publicou de forma artesanal, os livretos Os margarezianos – coletânea de textos e fotos (2004) e Os margarezianos – parte dois – coletânea de textos e fotos (2005). Em 2007, fez parte da Antologia Poesia de Alagoas, organizada por Carlito Lima e Edilma Acioli. Lançou o Manifesto Antropofágico Cultural Alagoano – a construção da Villa caeté (2008). Membro fundador da Confraria: nós, poetas e membro honorário da Academia de Letras e Artes do Nordeste – Alane/AL (2008) e da Academia Maceioense de Letras (2009). Criou e publicou a revista eletrônica semanal A Villa caeté em revista (2008-2010). Recebeu o Prêmio Espia 2008, de alagoanos notáveis na cultura & artes de programa para comunidade, com o projeto Livro errante. Em 2023, fez parte da primeira antologia da Confraria: Nós, poetas, organizada por Ciro Veras e André Maurício, publicada pela Editora Clube de Autores. Na área da música, foi tenor do coral da Escola Técnica Federal de Alagoas (CORETFAL), compositor e vocalista de diversas bandas e grupos musicais, como grupo de MPB Novo Tempo (1984-1987), Banda diário de bordo (1994-1999) e Banda Proffa & Os Zélementos. Lançou um CD/DVD com o Nó na garganta: show: entre amigos (2013) e, em 2017, lançou o CD com o show Nós, poetas e relançou apenas as músicas do CD Entre amigos.

ESCRITOS

POESIA

Ecos da Cidade (2007); 

Hospedaria (2015); 

Nós, poetas (2015).

A palavra

Só quero a palavra

Fincada no corpo

A palavra com a sua nudez

Uma palavra insensata, crítica, ácida...

Uma palavra humana, livre, profana

Do jeito que vier.

Quero a palavra por sede, por fome

Quero a palavra como sobrenome para a vida e o amar.

E que seu desabrochar, seja tal qual uma flor

Que traz encanto

Que traz magia

Que traz a imensidão...

Quero a palavra de forma incerta, metafórica ou reta

Uma palavra que me cause supremacia

Que me torne fálico, bucólico e antagônico - enquanto lacônico, prolixo e fugaz –

Quero a palavra solta do cais, bradada na escuridão

Onde a minha única solução

É transformá-la num poema.

Alquimia

Sirvo-me de meu corpo

Servo de mim

Visto-me em poesia

Navego em águas profundas

Escalo rochas da cantiga

Salto de penhascos dantescos

Prolifero o analgésico e o apaixonável

Sirvo-me de meu corpo

Servo de mim

Visto-me de fantasias

Com máscaras e metáforas

Desnudas e inusitadas

Etílicas e generosas

Febris e garbosas

Sirvo-me de meu corpo

Servo de mim

Visto-me da alquimia

Pela procura desigual

Pelas junções de meus detritos

Para me embriagar em panaceias

Pela minha cura, pela minha epígrafe.