Carol Almeida

Carol Almeida

Maceió, AL (1985)

BIO

Relações públicas de formação e produtora cultural. Fátima Caroline Pereira de Almeida Ribeiro, conhecida como Carol Almeida, é formada em Relações Públicas e trabalha como produtora cultural na Ufal. Seu interesse pela leitura surgiu ainda na infância, quando foi apresentada ao universo das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, que aprecia até hoje. Outros títulos, autores e autoras marcaram sua infância e adolescência, como a Coleção Para Gostar de Ler, Ruth Rocha, Pedro Bandeira e Clarice Lispector. Seu primeiro livro, A gata Diana na Terra do Pastoril, narra a saga de uma gatinha diferente dos irmãos buscando seu lugar no mundo. A inspiração para a obra surgiu do interesse da autora no Pastoril, folguedo tipicamente alagoano, e da paixão por gatos. Em 2019, lançou, em coautoria com sua mãe, Vera Almeida, #vinicices, volume que reúne as “pérolas” ditas por seu irmão durante a infância. Vem atuando como produtora cultural na organização de algumas edições da Bienal Internacional do Livro de Alagoas, experiência que virou tema de seu mestrado e resultou no livro Por dentro da Bienal Internacional do Livro de Alagoas: recortes da memória gerencial do evento sob a perspectiva das equipes de trabalho (2005-2019). Como autora, participou de bate-papos com alunos e alunas de escolas das redes pública e privada de ensino do Estado.

ESCRITOS

LIVRO PARA INFÂNCIA

A gata Diana na terra do pastoril (2015); 

#vinicices (2019); 

A lenda da mulher da capa preta (2025).

POESIA

Pequenos abandonos (2026).

A gata Diana na Terra do Pastoril

Diana era uma gatinha diferente: tinha nascido com metade da carinha azul, metade vermelha; tinha um olho azul e o outro, verde. Ela era uma gatinha quimera, conhecida como gatinha de “duas faces”. Apesar de todo o amor que recebia da Mamãe Gata, Diana sentia-se constantemente triste com as brincadeiras dos irmãos gatos com relação à sua aparência.

Mamãe Gata sempre dizia: “Diana, você é linda do jeito que é, minha filhotinha! Não ligue para o que seus irmãos dizem!”, e dava bronca nos outros gatinhos. Mas era só ela se afastar que as brincadeiras recomeçavam. Diana sentia-se muito sozinha.

Certa manhã, Diana cansou-se das brincadeiras de mau gosto dos irmãos e tomou uma decisão: resolveu ir embora. Partiria para um lugar bem distante deles, longe de todas aquelas chateações. Sentiria muita saudade da Mamãe Gata, mas um dia ela a entenderia.

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